Sangue do Meu Sangue (1995)
Sangue do meu sangue foi uma telenovela brasileira produzida pelo SBT, exibida de 11 de julho de 1995 a 4 de maio de 1996, original de Vicente Sesso, adaptado por Paulo Figueiredo e Rita Buzzar (substituídos pelo própio Vicente Sesso), com direção de Nilton Travesso, Henrique Martins, Antonino Seabra e Del Rangel. Direção geral de Nilton Travesso.
Trama
A história se passa no Brasil do século XIX, nos tempos do Segundo Reinado. Para evitar que o desfalque que dera no banco do sogro fosse descoberto, Clóvis Camargo faz com que Carlos, o funcionário que poderia incriminá-lo, sofra um acidente com uma bomba. Carlos sobrevive, mas perde a memória e não se lembra mais da mulher Helena e dos filhos Lúcio, Cíntia e Ricardo.
Dez anos se passam. Perambulando pelas ruas, Carlos se junta à trupe mambembe de Raposo, que o acolhe, e recupera a memória. Passa então a acompanhar o dia-a-dia de sua família sem se revelar vivo e a lutar para que Clóvis pague por todas as maldades que cometera. Além do desfalque e da tentativa de assassinato, ele oprime a mulher, Júlia, tenta convencer a todos de que ela está louca e maltrata os escravos, entre outras atrocidades. Em meio à trama está a atriz Pola Renon, que era amante de Carlos e com sua suposta morte passou a ajudar a família dele, sem revelar nada sobre o romance. O filho mais velho de Carlos, Lúcio, se apaixona por Pola e vive os dramas desse amor em meio às maquinações pela abolição da escravatura, luta que conta com Júlia como aliada quando esta resolve se libertar das garras opressoras de um marido que não a ama.
Elenco
Jayme Periard - Carlos
Tarcísio Filho - Lúcio
Bia Seidl - Pola
Lucélia Santos - Júlia
Osmar Prado - Clóvis
Lucinha Lins - Helena
Rubens de Falco - Mário
Cacá Rosset - Raposo
Delano Avelar - Maurício
Cláudia Provedel - Viviane
Paulo Figueiredo - Tenente Paranhos
Flávia Monteiro - Cíntia
Rubens Caribé - Ricardo
Bete Coelho - Fabrício/ Fernanda
Marcos Caruso - Conde Giorgio
Magali Biff - Suzana
Ewerton de Castro - Lourenço
Yara Lins - Mariana
Gilberto Sálvio - Barão de Santa Rita
Tônia Carrero - Cecile Renon
Irene Ravache - Princesa Isabel
Jhamaro Lima - Beto
Sylvio Band - Dom Pedro II
Curiosidades
A versão original de Sangue do Meu Sangue foi exibida pela TV Excelsior entre 1969 e 1970, com grande sucesso.
O SBT exibia o mesmo capítulo duas vezes por noite. Uma às 20h e outra às 21h45.
Essa versão não teve o mesmo sucesso da original. Um charme a mais, que era a interpretação de Carlos e Lúcio pelo mesmo ator, foi eliminado nessa regravação, além de outros aspectos que os adaptadores Rita e Paulo quiseram abordar. Pouco depois da estréia, o autor Vicente Sesso foi a público criticar o remake, ameaçando ir à justiça a fim de pedir o direito de assumir o roteiro de sua história, mas a direção da emissora se antecipou, afastou os adaptadores e entregou a novela a seu autor sem precisar de intervenção judicial. Sesso assumiu a escrita da nova versão e conduziu seus personagens como achava que devia.
A primeira abertura de Sangue do meu sangue mostrava um escravo correndo, comemorando a liberdade e o fato de seu filho recém-nascido já ter nascido livre, marcando bem a temática da história e a época de ambientação, tudo embalado por uma versão orquestrada do Hino à Proclamação da República. Porém, com a mudança de roteiristas e o início da "nova fase", a abertura e o tema musical foram alterados. Agora, eram imagens da cidade cenográfica da novela tendo como música de fundo o intermezzo da ópera Cavalleria Rusticana, de Pietro Mascagni.
A atriz Tônia Carrero, intérprete de Pola na versão da TV Excelsior, retornava nesta como Cecile Renon, parente da atriz.
A atriz Bete Coelho interpretava um personagem masculino, Fabrício, abolicionista amigo de Lúcio. O nome verdadeiro da personagem era Fernanda, que se vestia de homem para usufruir dos privilégios que os homens da época possuíam. Na trama, a personagem tomava todos os cuidados para não ser descoberta, incluindo não atender a porta quando estava desprevenida e mentir que tinha uma amante, quando um de seus amigos, por acidente, viu vestes de mulher no armário. O único obstáculo para o seu disfarce era o amor que sentia por Ricardo, irmão de Lúcio. Na reta final da trama, a personagem leva um tiro aparentemente fatal durante uma ação dos abolicionistas numa fazenda. Meses depois, ela retorna, já vestida com roupas femininas, e todos que a conheciam como Fabrício a tomam como uma irmã gêmea do mesmo. Somente à Ricardo ela revela seu segredo e também seu amor, no que é correspondida.
Premios: Troféu Imprensa de Melhor Ator de 1995 para Osmar Prado.
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Um comentário:
A novela Sangue do Meu Sangue (remake Sbt) manteve qual média de audiência durante o horário em que esteve no ar?
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